Arquivo para Novembro, 2009

:: Dave fala sobre suas tatuagens na Rolling Stone! ::

Postado em FF Brasil com as tags em 29/11/2009 por foofightersbrasil

Dave deu uma entrevista para a Rolling Stone gringa falando de suas tatuagens em homenagem ao Led Zeppelin. Veja:

Dave Grohl revela as histórias por trás das suas três tatuagens do Led Zeppelin

Tocar com o baixista do Led Zeppelin, John Paul Jones, no novo supergrupo Them Crooked Vultures, é um sonho realizado para o líder do Foo Fighters, Dave Grohl. O vocalista e baterista fala à Rolling Stone, em um Q&A exclusivo em nossa próxima edição.

O culto de Grohl pelo Zeppelin leva a todo o caminho de volta à sua adolescência, quando começou a primeira das três tatuagens inspiradas na banda – ele tem os três círculos de John Bonham do álbum “Led Zeppelin IV” em três lugares. “Eu fiz o primeiro quando eu tinha 16 anos”, diz ele. “Eu tentei obter cores diferentes de tinta para fazer parecer profissional, mas agora parece que alguém colocou um cigarro no meu braço.”

O segundo foi um pouco mais profissional: ele conseguiu fazer em um quarteirão ilegal em Amsterdã. “Foi feito por um homem italiano chamado Andrea cuja arma para tatuar foi feita de uma máquina de campainha”, diz ele. “Quando minha mãe viu, ela disse, ‘David!’ Eu disse  ‘Mãe, eu fiz uma merda muito pior do que essa, acredite em mim. Olhe para o meu outro braço.”

E a última Grohl pagou com o seu primeiro cheque – que seria de 400 dólares – por estar no Nirvana. “Kurt e eu estava vivendo com o outro, em Olímpia. O lugar era tão deprimente”, diz ele. “Eu levei os 400 dólares e comprei um Nintendo, uma espingarda – imagine, eu tinha 21 e não 12 – e fiz a tatuagem. Uma das minhas melhores lembranças da vida naquele buraco de rato era comprar uma dúzia de ovos no A&P, traze-los para o quintal de Kurt, e eu, Kurt e Buzz [Osbourne] do Melvins atirando nos ovos. Aqueles eram OS dias”. (…)

Para ler a matéria em inglês, clique aqui.

Tradução: Equipe FF Brasil

Fonte: Rolling Stone EUA

Fotos: Sweet Paramania e Arquivo FFBrasil

:: Grohl: “preciso sempre criar coisas novas” ::

Postado em FF Brasil com as tags em 28/11/2009 por foofightersbrasil

Dave Grohl revelou em entrevista recente estar muito empolgado com sua volta para a bateria, no projeto Them Crooked Vultures.

Ele explicou que sempre procura fazer coisas novas e que sempre se preocupa mais em olhar para frente do que relembrar o passado.

“Meu trabalho no Them Crooked Vultures é um bom exemplo das lições que aprendi. Sei o que é ser um baterista e o que é ser o vocalista, o que é se sentar e ficar calado, e o que é fazer 80 mil pessoas cantarem”.

“Não quero que a nostalgia me impeça de sempre criar coisas novas. Definitivamente olha mais para frente do que conto troféus”, explicou Grohl.

Fonte: Enter Magazine

:: TCV na Rolling Stone Gringa e Brazuca! ::

Postado em FF Brasil com as tags em 28/11/2009 por foofightersbrasil

O Them Crooked Vultures é destaque nas úlimas edições das revistas Rolling Stone brasileira (com a atriz Alinne Moraes na capa) e americana. Na dos EUA o grupo aparece na capa. A entrevista das duas é a mesma.

Segue a matéria com o grupo:

O PASSADO É O FUTURO

Separados, eles tocaram em algumas das bandas mais influentes de todos os tempos. Mas Dave Grohl, John Paul Jones e Josh Homme podem ter deixado seu melhor uns para os outros. O resultado desta união tem nome: Them Crooked Vultures.

No festival Austin City Limits (Texas), repleto de nomes como Pearl Jam, Dave Matthews Band e Kings Of Leon, a maior atração do fim de semana era uma banda que não havia sequer lançado um álbum: Them Crooked Vultures, o novo trio formado pelo baixista do Led Zeppelin, John Paul Jones, com Josh Homme (do Queens Of The Stone Age) nos vocais e guitarra e – de volta à bateria – Dave Grohl. E não só o público do festival estava empolgado – artistas como Ben Harper e a dupla Stone Gossard e Jeff Ament, do Pearl Jam, lotaram a lateral do palco principal enquanto o trio fazia seu show. “A expectativa das pessoas é alta, mas elas não sabem exatamente o que diabos esperar. Nunca participei de uma banda assim”, diz Grohl. * “Nunca nem ouvi falar de uma banda como esta”, completa Homme. *”Eu não precisava do trabalho. Mas precisava tocar”, define Jones.

DAVE GROHL

“Não tínhamos nenhum grande plano ou algo assim, só queríamos fazer alguns shows, e conseguimos”

Por Matt Coyte

Você pode levar o crédito por ter montado do Them Crooked Vultures?

Ah, não sei. Conheço o Josh há muito tempo. Eu o vi pela primeira vez quando fomos a um show da banda antiga dele, o Kyuss. Tínhamos espíritos semelhantes. Aqueles caras eram como nós, punks que ouviam Black Flag, Creedence, o mesmo tipo de coisa que eu escutva. Eles haviam acabado de lançar o segundo disco, Blues for the Red Sun, e me lembro de ter ficado impressionado. Depois veio o Queens of the Stone Age e fiquei passado. O primeiro álbum foi enorme, e daí Rated R veio e deixou todo mundo encantado. Josh e eu ficamos amigos e tivemos a chance de trabalhar juntos algumas vezes. Ele me pediu para tocar bateria no Songs fot the Deaf, o que foi bastante divertido. Aquele disco ficou incrível.

Como vocês se juntaram a John Paul Jones?

Encontrei com ele pela primeira vez em 2005, quando ele tocou mandolim no disco In Your Honor, do Foo Fighters. Acho que havia uma semente da ideia naquela época, e eu queria fazer alguma coisa que o envolvesse. Um pouco depois, apresentei uma entrega de prêmio a Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones. Naquele dia, contei ao John que estava pensando em montar esse projeto com o Josh, do Queens of The Stone Age, e ele balançou a cabeça e disse: “Conheço o trabalho dele, gosto muito.” Não soube bem se aquilo tinha entrado por um ouvido e saído pelo outro, mas o vi um tempo depois e ele perguntou: “O que está acontecendo com aquele projeto?” Então liguei para o Josh e disse: “Vamos nessa!”

Quando você apresentou o Josh ao John Paul Jones?

Bom, fiz minha festa de 40 anos em um restaurante de temática medieval. É um ótimo lugar para se ter uma crise de meia-idade. Estava no banheiro, às 2h da manhã, fumando um baseado e pensei: “Que diabos estou fazendo? Tenho 40 anos! É hora de me organizar!” Mas então achei que seria educado convidar o John Paul para ver o projeto, e queria que ele conhecesse o Josh… e ele era do Led Zeppelin! Então fiz eles se sentarem juntos e fiquei sentado um degrau acima deles, olhando para baixo e vendo eles se entrosarem, e pensei:”Caramba! Vai rolar mesmo!”

E aí vocês simplesmente se juntaram e tocaram?

Três dias depois, estávamos no estúdio do Josh. Não dá pra dizer que fizemos uma jam. Não falamos sobre o que iríamos fazer, os caras simplesmente montaram alguns pedais, ligaram na tomada e começamos a tocar. Não discutimos nada, só começamos a tocar como um grupo, logo de cara.

Você ficou perturbado no começo? Afinal, você estava em uma banda com o baixista do Led Zeppelin…

Quando toco com o Vultures fico muito pilhado. Bato tão forte na bateria e me sinto tão cheio de energia…

Algumas pessoas diriam que você já era um baterista energético antes disso…

Bom, sou muito energético agora! De vez em quando olho pra cima e penso: “A forma como toco vem tanto de ver o Bonzo (John Bonhan, falecido baterista do Led Zeppelin) e o JPJ tocando junto no Zeppelin e agora estou aqui, trancado com esse músico maravilhoso”. Fico pensando: “Eu e Jonh Paul Jones somos a cozinha da banda!”

Vocês sempre planejaram gravar um álbum inteiro?

Originalmente, vimos isso como um dos projetos da Desert Sessions do Josh, em que tocaríamos, passaríamos uma semana naquilo e simplesmente lançaríamos. Mas depois de três horas no estúdio, pensei: “Isto é especial demais.” Quer dizer, algumas coisas que o Josh trouxe, JPJ e eu ficávamos: “Mas como assim, Josh?”

E você já tinha trabalhado com Josh em estúdio antes.

Na verdade, não. Quando gravei com o Queens, toquei bateria por uma semana e depois fui embora, estão nunca estive em estúdio com ele, ao mesmo tempo. Mas neste álbum ele trabalhou muito: tocando guitarra, fazendo os vocais e letras. Algumas das melodias que ele canta são muito melhores do que qualquer coisa que já tenha feito. Fiquei orgulhoso. Não como se ele fosse meu irmão caçula, mas…

O cara é meio grande para isso, aliás.

Ele trouxe muito para este disco, cara. Há muita coisa incrível. Algumas das ideias eram excelentes. Quando tocamos para um público que só ouviu aquele trechinho estranho na internet, sento atrás da bateria e fico batendo muito forte, e quando rola aquela primeira mudança de tempo brusca, só vejo queixos caindo no chão. É a melhor sensação.

Vocês tentaram manter a banda em segredo até o lançamento do disco?

Bem, algumas coisas aconteceram poucas semanas antes do nosso primeiro show. A esposa do Josh, Brodie, estava dando uma entrevista sobre a banda dela, a Spinerette, quando o jornalista perguntou sobre um boato de um projeto paralelo, e ela respondeu: “Não tenho a liberdade de falar isso”, então as pessoas começaram a especular. Logo depois disso, o Jesse Hughes, do Eagles of Death Metal, estava dando uma entrevista para uma rádio e o entrevistador perguntou se o Josh iria tocar bateria nos shows seguintes. O Jesse foi direto ao ponto: “Não, o Josh está em estúdio gravando com o Them Crooked Vultures, Dave Grohl, John Paul Jones, vai ser ótimo, etc. Daí o entrevistador diz: “Então está confirmado?”, e o Jesse fez uma pausa de 30 segundos e respondeu “Ah, eu provavelmente não deveria ter dito aquilo” (gargalhadas).

Vocês achavam que conseguiriam manter o segredo?

Sabíamos que haveria um momento no qual isso seria revelado. Não tínhamos nenhum grande plano ou algo assim, só queríamos fazer alguns shows, e conseguimos. Nosso primeiro show foi em Chicago, na época do Lollapalooza, e foi excelente. Ninguém do público sabia o que esperar.

Não foi estranho, depois de tocar para públicos que cantam todas as músicas do Foo Fighters?

O legal desta banda é que, quando me perguntam sobre como é o som dela, posso responder que ela soa como Josh Homme cantando e tocando guitarra, com o John Paul Jones no baixo e o Dave Grohl tocando bateria. E é exatamente isso.

JOHN PAUL JONES

“Depois de tocar com a melhor banda do mundo, estou feliz de estar com estes músicos”

Por Rod Yates

Vocês estão no meio de sua primeira turnê pelos Estados Unidos. Como descreveria a sensação?

É provavelmente a banda mais engraçada da qual participei. Dave e Josh são uns palhaços fora do palco. Os técnicos são legais, nosso empresários são bons, é um grupo feliz.

Não foi assim no resto da sua carreira?

Ah, sim, o Zeppelin era um grupo feliz… É que isso foi há muito tempo.

O Led Zeppelin era famoso por seguir a intuição no palco. Você acha que está desenvolvendo algo semelhante com Dave e Josh?

É, já estamos improvisando. Percebi que o truque é tocar com músicos realmente bons, e eles são. Dave está a toda, de verdade. Mas o Josh é ótimo, está se tornando um dos meus guitarristas preferidos.

O que você procura em um parceira musical?

Intuição, acho. Você tem de tocar com músicos que escutam, e (Dave e Josh) ouvem de verdade. É como nos velhos tempos. É muito gratificante conhecer outros músicos para quem você não tem de explicar as coisas.

Qual era sua relação com o Dave antes de formar o Them Crooked Vultures?

Conheci o Dave há uns três ou quatro anos, toquei no In Your Honor. E ele veio (ao Reino Unido, no ano passado) nos apresentar um prêmio, e disse: “Estava pensando em fazer algo com um amigo meu, o Josh, e se você quiser fazer um pouco de bagunça, dá um toque”. Depois de um mês ou dois, simplesmente liguei para ele perguntando: “Você ainda quer fazer aquilo?” E ele: “Claro, vem aqui”.

É verdade que a festa foi no restaurante temático Medieval Times?

É, foi bastante peculiar! (risos) Todos usamos coroas e gritávamos pelo Cavaleiro Azul. Dave se sentou atrás de mim e de Josh, e o Josh estava um pouco envergonhado, dizendo: “Ah, não somos sempre assim!” Depois fomos ao estúdio do Josh em Los Angeles, ligamos os instrumentos, perguntamos “O que fazemos?” e começamos a tocar. As coisas começaram a se encaixar e pensamos que, na verdade, aquilo poderia ser bom.

Qual foi o ponto de partida da Jam? Uma cover?

Não, só começamos a tocar. Não sei se eu comecei ou se foi o Dave, mas encontramos um encaixe. O Josh começou a tocar junto e foi natural.

No início você tinha alguma sensação de que Dave e Josh estavam maravilhados com você?

Sei que eles são grandes fãs do Zeppelin. Não sei… Sou um tanto pé no chão. É difícil dizer, na verdade.

Quem dá as ordens na banda?

A opinião de todos tem o mesmo peso, somos iguais. Era o mesmo com o Zeppelin – quem tivesse uma boa ideia a contava, não importava que era.

Dave sempre declara seu amor pelo baterista do Led Zeppelin, John Bonham. Como ele é em comparação ao John?

Ele está chegando lá (risos). Gosto de pensar que estou tirando o Dave lentamente de sua concha… não, quanto mais nos conhecemos, melhor fica, e estamos começando a pensar nas mesmas batidas ao mesmo tempo, o que torna a banda muito mais poderosa, porque tudo se encaixa.

Vocês pensaram no Dave para a reunião do Led Zeppelin, no ano passado?

Na verdade, não. O objetivo daquele show era um tributo à vida do (cofundador da Atlantic Records) Ahmet Ertegun, e o Jason (Bonhan, filho de John) estava escolhido desde o início. Ele foi tremendamente útil nos ensaios porque conhecia tudo. Tentávamos ir de uma música para outra, e eu olhava para o Page e perguntava: “Como fazíamos isso?” E ambos olhávamos para o Jason, e ele dizia: “Bom, em 1972 vocês faziam desse jeito e em 1974 era de outro jeito”. Ele era como o arquivista musical.

Vocês chegaram perto de fazer uma turnê sem Robert Plant?

Não queríamos voltar com o Led Zeppelin sem o Robert, mas pensamos: “Por que não começamos uma banda diferente, com um vocalista diferente, e só fazemos coisas novas?” Simplesmente não funcionou, não conseguimos achar um vocalista.

Como descreve o disco do Vultures?

Como todos os álbuns que gravo, é algo que quero ouvir. Pensamos: “Esta é a chance de fazer algo vital de verdade”. E não estávamos tentando pensar no quanto venderia, simplesmente fizemos o que gostamos de fazer.

Dave e Josh lhe ensinaram algo novo?

Ah, sim. Acho que estou tocando melhor do que nunca. Do ponto de vista instrumental, estou fazendo coisas que provavelmente não tinha feito antes. O Josh tem essa forma impressionante de ver as coisas. Percebi que, quando ele toca um riff, parece direto, mas não é. Gosto disso e comecei a ver minhas próprias composições, e formas de tocar, um pouco desse jeito.

Como foi o primeiro show, em Chicago, em agosto?

Estava interessado em ver como seria, porque é estranho tocar 11 ou 12 músicas para as pessoas sabendo que elas nunca as haviam escutado. Foi uma sensação um pouco engraçada, mas ótima. Não há nada entre você e o público, é tipo “aqui está, o que vocês acham?” E o público ficou enlouquecido.

Fora os trechos do Youtube, não há músicas disponíveis. Essa foi uma decisão consciente para criar uma sensação de mistério?

Foi. Não gosto dessa badalação corporativa estúpida, acho que a música deve falar por ela mesma, e foi meio o que aconteceu. Agora o termo “supergrupo” – que sempre odiei – está se espalhando, mas espero que as pessoas não fiquem desanimadas com isso.

Você chegou a pensar que sua época de entrar para uma banda de rock havia terminado?

Sempre quis tocar novamente ao vivo, mas antigamente não conseguia pensar em algum outro músico com o qual quisesse tocar de verdade. Depois de tocar com a melhor banda do mundo, é tipo: “Bom, o que fazer agora?” Mas estou muito feliz de estar com esses músicos – eles definitivamente estão entre os melhores.

JOSH HOMME

“Só quero fazer minhas coisas e que as pessoas gostem delas. Não estou tentando superar ninguém”

Por Matt Reekie

Dave Grohl pode levar todo o crédito por montar o Them Crooked Vultures? Ele falava sobre isso há quatro anos.

Não acredito nesse negócio de “falar sobre isso há quatro anos”. Ele definitivamente tem todo o crédito por montar a banda, mas não me lembro dele dizendo nada há quatro anos. Ele e eu sempre buscamos uma chance de tocar juntos, e no final do ano passado ele me perguntou: “Que tal o John Paul Jones?”, e meio que pensei que ele estava brincando. Parte de mim ainda acha que ele está brincando.

O John paul Jones é o melhor músico da banda?

Bom, sempre acredirei que, quando sou o pior músico de qualquer banda, a banda será boa. Amo quando sou o pior músico, porque é quando sei que vou melhorar. Tipo, temos o Alain Johannes (do Queens of The Stone Age) tocando guitarra ao vivo conosco, então realmente sou o pior músico da banda, e isso é incrível.

Como guitarrista e vocalista da banda, você teve a maior parte das ideias básicas para as músicas?

Eu diria que acabei trazendo muito do mármore que esculpimos juntos. O que é realmente legal é ter outras pessoas ali de quem você realmente quer escutar o que têm a dizer e realmente quer que elas tenham um impacto sobre o que está acontecendo. Além disso, não há ego nenhum ali. É obrigatório dizer se você gostou ou não. Você não tem permissão para não dizer nada. Acho que, provavelmente, foi a coisa mais difícil que já fiz. É como: “Ah, sem pressão, só escreva a melhor coisa que você já compôs aqui e agora!” Depois da nossa primeira jam juntos, pensei ao voltar para casa: “Graças a Deus deu certo, porque caso contrário seria como dizer que, entre eu e Dave e John, não conseguimos criar algo que curtíssemos”. Pensei que a pressão tinha começado no momento em que Dave perguntou se faríamos mesmo aquilo. Então, só naquele minuto, senti alívio. Adoro superar as coisas e amo um pouco de luta, então realmente era minha praia.

Obviamente para o Dave se tratava de seu fetiche pelo John Bonhan. E quanto a você – como encarou a ideia de ser Jimmy Page e Robert Plant em uma pessoa só?

Que bom que nunca pensei sobre isso. Acho que teria sido um erro enorme pensar nisso dessa forma. Era como: “Ok, que tipo de música queremos tocar, como queremos soar?” Essa era a verdadeira pergunta, porque você essencialmente está em uma sala com pessoas que podem fazer tudo, mas, quando se consegue fazer tudo, o que fazer primeiro? Mas, depois de pouco tempo, ficou aparente que não precisávamos fazer nada – quando você consegue fazer qualquer coisa, não faça nada, só seja você mesmo. É por isso que é apenas uma representação do Dave tocando bateria, John tocando baixo e eu tocando guitarra e cantando. Se eu tivesse pensado nisso do jeito errado, seria eu em uma ponta da escala e Kut (Cobain), Jimmy Page e Robert Plant na outra ponta da escala, mas não quero fazer isso. Só quero fazer minhas coisas e que as pessoas gostem delas. Não estou tentando superar ninguém.

De quem foi a ideia de fazer aqueles vídeos no Youtube? Parecia uma jogada de marketing viral bem simples, mas acabou funcionando bem para criar interesse pela banda.

Acho que depende do seu nível de amargura. É uma jogada de marketing viral inteligente se tudo vai mal no mundo, mas, se você é como nós, é só uma forma legal de meio que sussurrar em um beco: “Ei, venha aqui!” Para mim, é como a diferença entre uma mulher usar lingerie e ficar totalmente nua. Estamos fazendo shows e agora ninguém que vai nos ver havia ouvido as músicas, então é um momento realmente especial. É meio como fazer as pessoas aceitarem ir ver sua surpresa. Em uma época na qual não se pode mais ter segredos e as pessoas precisam saber tudo sobre qualquer coisa, ninguém sabe nada sobre isso, o que, na verdade, é lindo.

Você acha que o público espera que seja algo do tipo Led Zeppelin mais o Queens of The Stone Age mais o Nirvana?

O engraçado é que é! Sei que no fim isso não faz sentido, mas é o que amo sobre a linguagem. Quando a linguagem não consegue se comunicar, a música vence. Sinceramente, a música é minha religião desde criança e só queria expressar as coisas em mim que não entendo ou não sei como vocalizar. Até agpra, a música é a única coisa que encontrei que nunca está errada – é só sua opinião. Então, acho que, neste caso, realmente soa como elementos dessas bandas esmagados juntos para criar este animal que não é nenhuma dessas coisas.

Então o disco surgiu de forma bem fácil?

Terminamos as faixas bem rápido, porque todos sabem tocar. Literalmente tocávamos uma mesma música três vezes. Pensávamos: “Poxa, gostei daquilo, podemos tocar mais uma vez, só para nós?” Mas depois das músicas feitas, foi necessário pensar um pouco nelas, porque eu não tinha nenhuma melodia ou canção. Então, tivemos que meio que construir canções e vocais em volta de tudo o que fizemos instrumentalmente. Essa é a coisa mais difícil de fazer. Jones e eu passamos um mês juntos no estúdio enquanto o Dave trabalhava na coletânea do Foo Fighters. Eu fazia os vocais e ele e eu fazíamos os overdubs juntos, e foi aí que Jones e eu realmente ficamos amigos, porque acontece de ele ser tão sombrio quanto eu. Sabe, quanto mais loucas minhas letras ficavam, quanto mais loucas as melodias ficavam, ele dizia “Vai, vai, vai!” Era uma daquelas situações nas quais você está realmente em um buraco com alguém e passa a conhecer de verdade essa pessoa – sinceramente. Porque esta música tem de ser honesta, tem de ser real ou não é nada. Então foi um toque interessante. Foi aí que este álbum ficou bom, quando Jones e eu ficamos amigos, enfrentamos este disco e chutamos a bunda dele.

Fonte: Rolling Stone Brasil

:: TCV no Globo e no G1 – críticas ::

Postado em FF Brasil com as tags em 28/11/2009 por foofightersbrasil

O Them Crooked Vultures foi citado em críticas pelo lançamento do álbum. Veja:

O Globo:

Disco do Them Crooked Vultures brilha forte e ofusca os outros supergrupos em atividade

RIO – Inglaterra, França, Itália, México e Portugal, entre outros países, receberam nesta segunda-feira o aguardado disco do power trio “Them Crooked vultures”. Nesta terça-feira, o álbum chegará às lojas – reais e virtuais – dos Estados Unidos, Canadá, Noruega e Espanha. Quarta-feira será a vez da Suécia, e os japoneses já agendaram o dia 2 de dezembro para poder comprar ou baixar (legalmente) o CD. No Brasil ainda não há previsão de lançamento do disco, mas ele está a um clique de quem quiser ouvi-lo: basta acessar o site oficial da banda, onde as 13 faixas do álbum estão á disposição de quem quiser.

A banda chama atenção desde que sua existência foi comprovada, num show em agosto, porque reúne na escalação Josh Homme, guitarrista e cantor do venenoso Queens of Stone Age; Dave Grohl, faz-tudo do Foo Fighters e baterista do Nirvana, aqui de volta às baquetas e vocais; e John Paul Jones, que tocava contrabaixo da lenda setentista Led Zeppelin. Juntos, eles formaram um musculoso amálgama de suas bandas anteriores: o Them Crooked Vultures (algo como “os abutres tortos”) oferece uma assombrosa coleção de canções roqueiras, melódicas e perturbadoras, tanto pelos temas (sadomasoquismo, luxúria, rompimentos amorosos, discriminação e exploração social) como pela execução vigorosa (e virtuosística) do trio.

Até agora, “No one loves me, neither do I”, a música de abertura do disco, já foi ouvida cerca de 480 mil vezes (apenas no canal oficial do grupo no YouTube). É assim hoje em dia: a internet é o novo dial e o Them Crooked Vultures quer os ouvintes sintonizados nele. E segue uma tendência do universo do rock: superastros andam se reunindo em supergrupos e voam aos bandos por aí, atualmente. Flea, do Red Hot Chili Peppers, e Thom Yorke, do Radiohead, estão juntos em uma nova banda, ainda sem nome; o Freebass reúne os baixistas do New Order, Smiths e Primal Scream; o Chickenfoot é formado por Joe Satriani e ex-integrantes do Van Halen…

Todos, porém, estão condenados a ser ofuscados pela excelência do Them Crooked Vultures e sua atordoante sequência de músicas. “No one loves me and neither do I”, “Mind eraser, no chaser”, “New fang”, “Dead end friends”, “Elephants”… Uma após a outra, mostram que Homme, Grohl e Jones não estão de brincadeira. Têm a seu favor o fato de que já eram velhos conhecidos: Grohl tocou bateria no disco “Songs for the deaf”, do QOTSA, de 2002, e Jones participou do álbum “In your honor”, do Foo Fighters, de 2005.

Lado a lado desde janeiro deste ano, por sugestão de Grohl, entre fevereiro e julho eles criaram canções ora sombrias, ora explosivas, como “Elephants”, pesada como o animal do título e mais ainda na letra, que trata dos imigrantes ilegais nos Estados Unidos: “Somos estranhos indesejáveis / Explorados e perigosos/ Como leprosos que vagam / Por que você está com medo, querida?” As composições são do trio mas as letras foram escritas por Homme, o que dá à banda um certo ar de pesadelo psicodélico/psicótico do QOTSA.

Juntos, fizeram valer a expressão power trio: as faixas sucedem-se em alto nível, ao infinito e além, com os três músicos brincando de super roqueiros – e fazendo a coisa funcionar. Embolaram-se no apreço pelo rock pesado, nos arranjos viajantes, em doses sensatas de virtuosismo, senso melódico apurado e cuidado com a produção idem. Fizeram de “Them Crooked Vultures” um disco ao mesmo tempo explosivo e cristalino. O melhor desta nova era de supergrupos.

Nota: **** (4,4 de máximo 5)

Por Ricardo Calazans

___________________________________________________________________________________________
G1:

Uma superbanda formada por Josh Homme (Queens Of The Stone Age), John Paul Jones (Led Zeppelin) e Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters) não poderia dar errado. Them Crooked Vultures, nome do grupo e de seu álbum de estreia, que já foi lançado lá fora mas ainda não saiu no Brasil, oferece uma combinação instigante de peso, guitarras contundentes e vocais que passam longe do óbvio. As bandas de origem dos integrantes aparecem como referências sonoras, mas o resultado da mistura surpreende - o single “New fang” conquista logo na primeira audição; enquanto a urgente “Elephants” contagia. O groove que permeia todo o repertório remete a uma provável (e bem-vinda) herança do Led Zeppelin. (LN)

:: Them Crooked Vultures já pensam em novo álbum! ::

Postado em FF Brasil com as tags em 21/11/2009 por foofightersbrasil

A banda Them Crooked Vultures, projeto paralelo de Dave Grohl, confirmou em entrevista à NME que estão para iniciar os trabalhos de um segundo álbum, e que querem que seja mais barulhento que o primeiro.

Josh disse: “senti que estamos apenas começando, porque vamos parar agora?”. John Paul Jones completa: “sabemos que temos muito mais em nós ainda”.

Dave ainda comentou: “quando fizermos nosso segundo disco será muito mais pesado que o primeiro”.
Homme declarou ainda que não gosta do título de supergrupo. “Não que eu odeie esse termo”, ele disse. “Somente não faço a barba com ele, não como com ele e ele não me significa nada”.

Link para a matéria: http://www.nme.com/news/them-crooked-vultures/48484

Fonte: NME

:: Krist Novoselic rasga elogios à Dave Grohl ::

Postado em FF Brasil com as tags em 21/11/2009 por foofightersbrasil

O ex-membro do Nirvana, o gigante baixista Krist Novoselic, recentemente afirmou em sua coluna no “Seattle Weekly” que Dave Grohl é “o maior músico do rock na atualidade”.

“Algo me surgiu quando lia o New York Times no domingo: o Dave Grohl é o maior músico de rock da atualidade”, afirmou.

A justificativa de Krist é que seu ex-companheiro de banda figurou por três vezes entre os lançamentos da indústria fonográfica, somente em novembro. O feito foi possível porque o Nirvana – apesar de ter acabado em 1994 – acaba de ter material novo lançado no DVD “Nirvana: Live at Reading Festival”, o que coincidiu com os lançamentos do álbum “Greatest Hits” do Foo Fighters e do disco de seu novo projeto Them Crooked Vultures. Novoselic ainda conta como conheceu Grohl e o quanto o admira.

Link para a matéria: http://blogs.seattleweekly.com/reverb/2009/11/krist_novoselic_how_i_met_dave.php

Fonte: Cidade Web Rock e Enter Magazine

:: Grohl fala sobre a morte de Kurt!::

Postado em FF Brasil com as tags em 14/11/2009 por foofightersbrasil

“Foi a pior coisa que aconteceu comigo”, disse o ex-baterista do Nirvana em entrevista a rádio britânica

Geralmente reticente para falar sobre a morte de Kurt Cobain, seu companheiro de banda nos tempos de Nirvana, Dave Grohl quebrou o protocolo em entrevista à estação britânica BBC Radio 1, no programa de Jo Whiley. Para ele, Cobain – encontrado por um eletricista em sua casa em Seattle, na manhã de 8 de abril de 1994, com um tiro autoinfligido na cabeça – estava fadado a morrer cedo.

“Há pessoas que você conhece na vida e apenas sabe que não vão viver para chegar aos 100 anos. De certa forma, você se prepara emocionalmente para quando isso se tornar realidade”, disse o baterista do Nirvana, que depois montou sua própria banda, o Foo Fighters, na qual assumiu vocal e guitarra (atualmente, ele volta ao instrumento da época grunge com o Them Crooked Vultures).

ffema051109Prever a morte não impediu que o choque viesse nos primeiros dias daquele abril. Ao descobrir sobre o suicídio de Cobain, Grohl se sentiu atingido por uma “terrível surpresa”. Acrescentou: “Provavelmente, foi a pior coisa que aconteceu comigo. Lembro do dia seguinte, que acordei e estava com o coração partido por ele ter ido embora. Apenas me senti, ‘ok, então eu levanto e tenho outro dia, e ele, não’.”

“Geralmente, é preciso algo assim para que uma pessoa passe a apreciar a vida como uma dádiva”, Grohl filosofou. “E você precisa tirar vantagem do tempo que tem. Às vezes, você apenas não consegue salvar alguém de si mesmo.”

Mas Cobain não reservava sentimentos muito calorosos em relação ao colega de banda. Ao menos é essa a versão de Courtney Love, viúva do maior expoente da música grunge. Em 2007, ela escreveu em sua página no MySpace que Cobain “desprezava” Grohl “mais do que qualquer um (exceto os jornalistas)”. Em seu testamento, ele pôs uma cláusula dizendo que Grohl não era um membro do Nirvana. Eu apenas ignorei o cara e continuarei a fazê-lo.”

A retaliação de Love tem explicação: ela acabara de tomar conhecimento da canção “Let It Die”, no então recém-lançado álbum do Foo Fighters, Echoes, Silence, Patience & Grace. A letra trazia versos como “um simples homem e sua noiva vergonhosa, intravenosa, entrelaçada”.

Fonte: Rolling Stone Brasil

:: TCV: disco inteiro já disponível na web! ::

Postado em FF Brasil com as tags em 11/11/2009 por foofightersbrasil

O Them Crooked Vultures, o supergrupo formado por Josh homme (Queens Of The Stone Age), John Paul Jones (Led Zeppelin) e Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters) disponibilizou seu álbum de estreia para os fãs ouvirem em seu site oficial. photo_01

O disco, que deve ser lançado na próxima semana nos EUA e Inglaterra, tem 13 faixas no total. Uma versão com duas músicas extras pode ser encomendada pelo site iTunes. O primeiro single do grupo, “New Fang”, foi lançado no dia 15 de outubro.

Em entrevista a uma rádio australiana, Homme disse que o disco foi composto durante as gravações, dentro do estúdio. “Nunca pensamos ‘como o disco vai soar?’. Nós só criamos as músicas. Foi um processo orgânico. Nada nele é manufaturado”.

A banda já está em turnê pelos EUA e em dezembro embarca para a Europa para uma série de shows, começando por datas na Alemanha.

Fonte: G1 Música

:: Entrevista do Dave à rádio BBC ::

Postado em FF Brasil com as tags em 06/11/2009 por foofightersbrasil

Dave deu uma entrevista à rádio BBC1 de Londres no último dia 04 de novembro.

Para ouvir o programa na íntegra clique neste link: http://www.bbc.co.uk/iplayer/console/b00nkpdn

Durante o papo, ele tocou “My Hero” e “Times Like These” nas versões acústicas. Falou sobre a tal “pausa” da banda e brincou com o locutor. Como ele não parava de falar, Dave deu uma “bronca” (com muito bom humor) no entrevistador dizendo que ele fazia as perguntas e sabia todas as respostas! O programa estará disponível até 11/11/09.

Assista aos vídeos das músicas que Dave tocou.

::  My Hero

:: Times Like These

Fonte: Comunidade Foo Fighters Official

:: EMA: vídeo da apresentação + info ::

Postado em FF Brasil com as tags em 06/11/2009 por foofightersbrasil

EMA_banner_200x100_TAM_tuneinOntem aconteceu em Berlin mais uma edição do Europe Music Awards, o EMA. A banda esteve presente na premiação, já que concorria em uma das categorias – Melhor Banda de Rock. Eles tocaram “Wheels” e “All My Life”. Porém, quem acabou levando o prêmio foi como sempre o Green Day.

A maior vencedora da noite foi Beyoncé, com 3 prêmios.

Abaixo, o vídeo da apresentação do Foo Fighters.

P.S.: A MTV entende tanto de Foo Fighters que colocou que a banda tocou “Wheels” e “Another Brick In The Wall”, do Pink Floyd. Será que foi “Another Brick In The Wall” numa versão “All My Life”? ALÔ MTV UK!!! Confundir “All My Life” com “Another Brick In The Wall”, pelamordedeus!!

Link da MTV (apresentação linear): http://www.mtv.com/videos/misc/452012/wheels-and-another-brick-in-the-wall-live.jhtml#id=1625322

:: Wheels

:: All My Life